quinta-feira, 14 de julho de 2011

XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM - REFLEXÃO DA PALAVRA

XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM
17/07/2011 – Ano A – cor: verDE

PRIMEIRA LEITURA: Sabedoria 12,13.16-19
SALMO RESPONSORIAL: 85/86
SEGUNDA LEITURA: Romanos 8,26-27
EVANGELHO: Mateus 13,24-43

A JUSTIÇA SOCIAL COMO CONDIÇÃO FUNDAMENTAL PARA QUE O REINO SE TORNE UMA REALIDADE

“ [...] Com efeito, no planeta do principezinho havia, como em todos os outros planetas, ervas boas e más. Por conseguinte, sementes boas de ervas boas; sementes más, de ervas más. Mas as sementes são invisíveis. Elas dormem no segredo da terra até que uma cisme de despertar. Se é de roseira ou de rabanete, podemos deixar que cresça à vontade. Mas quando se trata de uma planta ruim, é preciso arrancar logo, mal a tenhamos conhecido.” (SAINT-EXUPÉRY, Antoine. O Pequeno Príncipe. 15ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Agir, 1972, p. 22-23.)

O senso de justiça humano, definitivamente não corresponde ao senso de justiça fundamentado no pensamento divino. Enquanto o homem pratica sua justiça por meio da distinção do caráter de cada indivíduo ou de um conjunto de indivíduos, em tese uma justiça superficial e, desculpe a incoerência, “injusta”, a justiça divina, ao contrário, é perfeita, no sentido de não excluir antes do tempo oportuno, qualquer ser criado; todos indiferentemente do caráter, isto é, joios ou trigos, uma vez colocados no campo da vida, têm o direito irrestrito à vida e à liberdade dos filhos e filhas de Deus, até que se manifeste definitivamente o seu poder, e a força deste poder é o princípio da sua justiça, e seu domínio é o da indulgência (cf. Sb 12,16); indulgente é aquele que está sempre pronto a perdoar; dar o perdão é uma atitude de sua iniciativa, sem que haja inicialmente alguma condição de arrependimento ou pedido de perdão, apenas concede, e mais, nunca espera uma possível conversão; apenas dá o perdão, e esta forma de justiça está muito além do pensamento humano.
Esta justiça, a qual o homem é incapaz de conceber, é o princípio básico e fundamental do Reino de Deus, assim, quanto mais justa a sociedade humana for, mais próxima de se conformar ao paraíso criado por Deus, que é seu Reino; a prática da justiça perfeita é um retorno da humanidade a sua origem; Deus é nossa origem; nosso princípio e fim, o Alfa e o Ômega. Por esta argumentação ser um mistério, isto é, algo que a mente humana não consegue por si só, desvelar, Deus mesmo abre-nos a mente e o coração para compreender este processo de retorno às nossas origens, é sua iniciativa, já que ele mesmo nos quer junto dele. Neste ínterim, o Espírito Santo, diariamente, nos instrui como proceder, uma vez que somos imperfeitos, “[...] Pois não sabemos o que pedir, nem como pedir [...]”; o Espírito pede por nós, pois pode penetrar as nossas entranhas e conhecer os nossos pensamentos mais íntimos; e é aí que se dará a revelação do bem e do mal; a mente humana, ao contrário, não é capaz de penetrar este sacrário, que é o cérebro humano e apreender o pensamento alheio, ninguém poderá jamais saber com certeza o que cada um de nós pensa neste exato momento, e este é o grande risco de nosso julgamento, o de ser injusto, ao mesmo tempo, funda-se o grande drama do homem, o de não poder plenamente confiar no seu semelhante, e isto também é uma condenação; quantos vivem reclusos com medo de se relacionar com o outro por não saber o que o outro pensa e qual ação que virá na sequência deste pensamento? Se boa ou má?
Seremos mais justos, quanto mais conhecermos o outro, e o conheceremos quanto mais nos relacionarmos com ele, e para nos relacionar com o outro devemos transpor as barreiras do preconceito; preconceito é o conceito ou opinião que se forma antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos e das pessoas; é idéia preconcebida a partir de valores muitas vezes, egocêntricos, ou seja, quando me coloco no centro, como exemplo para o outro, deixando-o à margem. Contrapondo a esta idéia de justiça, Jesus complementa sua parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos” (Mt 13, 31-32).
Nossas comunidades de fé e os agentes que nelas congregam, devem ser vigilantes, e esforçar-se para serem, em meio à sociedade que, cada vez mais nega a Deus - a sabedoria divina atrapalha os projetos humanos-, testemunhas dos ensinamentos que o Cristo hoje nos dirige. Por outro lado, a Palavra nos orienta como nos utilizar, do poder do poder humano para benefício de toda a sociedade, ora, uma sociedade justa é como uma grande árvore onde todos podem se abrigar em sua sombra; deve ser, portanto, um local onde todos se sintam protegidos e amparados. Nossas comunidades devem ser em primeiro plano este lugar. Como diria um amigo: “Nossas Igrejas são a soleira do céu”, esta, na verdade, é a grande missão das nossas comunidades de fé: propagar e testemunhar o Reino de justiça e amor, e deixar o julgamento da raça humana para o “Filho do homem” (cf. Mt 13,41).

Fraternal abraço.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

FOLHETO DE MISSA - XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM - A JUSTIÇA, FUNDAMENTO DO REINO

CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA – DÍZIMO É PARTILHA
XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM – ano a – 17/07/2011
(Verde, Glória, Creio – 4ª Semana do Saltério)
Anim. A justiça é o princípio básico do Reino de Deus; quanto mais justa é a sociedade mais próxima está de se conformar ao paraíso que Deus criou. O dízimo é uma proposta de economia eficaz no sentido de fazer com que nossa sociedade seja mais justa. Esta deveria ser, na verdade, a preocupação prioritária dos que se propõe a governar a sociedade, e não a utilização do poder para benefício próprio.
1. ABERTURA: Sou Dizimista (CD DÍZIMO É PARTILHA - faixa 1)
1. Tem que ser agora,  / já chegou a hora da condivisão. / Deus é Pai da gente,/ fez-nos diferentes, mas nos quer irmãos.
Eu sou dizimista, eu sou. / Vou ser dizimista, vou./ Vamos parti­lhar o que Deus nos dá, / todo nosso amor (bis).
2.  Oh! Que maravilha,   festa da partilha, sem obrigação. Deus e Pai bondoso, / é tão generoso, multiplica o pão.
3. Os irmãos carentes,/ pobres e doentes, se alegrarão, / quando a nossa oferta / for de mão aberta, for de coração.
2. SAUDAÇÃO
P. Em nome do Pai + e do Filho e do Espírito Santo. T. Amém.
P. O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco. T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
3. ATO PENITENCIAL
P. No início desta celebração eucarística, peçamos a conversão do coração, fonte de reconciliação e comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs. (Pausa) Confessemos os nossos pecados: T. Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
P. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. T. Amém.
P. Senhor, tende piedade de nós. T. Senhor, tende piedade de nós.
P. Cristo, tende piedade de nós. T. Cristo, tende piedade de nós.
P. Senhor, tende piedade de nós. T. Senhor, tende piedade de nós.
4. GLÓRIA (preferencialmente cantado)
Nos te glorificamos, Se­nhor/: nosso Deus, nosso Pai e nosso Criador.
1. Nós te louvamos, porque repar­tes conosco teus bens. / Pede-nos pra repartir os nossos dons tam­bém. , Nós a ti bendizemos, I por tua santa Palavra. Ela é que nos orienta pra sermos fiéis à partilha. / E nós te adoramos, porque és nos­so Deus. /: Nos convidas a construir na terra o reino dos céus.
5. ORAÇÃO
P. Oremos (silêncio): Ó Deus, sede generoso para com vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos. Por N.S.J.C. T. Amém.
Anim. A Palavra nos orienta como se utilizar do poder para benefício de toda a sociedade; uma sociedade justa é como uma grande árvore, onde todos podem se abrigar em sua sombra. Ouçamos com atenção o que nos ensina a Palavra.
6. PROCISSÃO DA PALAVRA
A comunidade dança alegre e canta, acolhendo agora a Palavra Santa.
1. A Palavra vem, vem nos libertar, como um vento forte a nos arrastar.
2. A Palavra vem, fala ao coração chega como a chuva, fecundando o chão.
3. Bem-aventurado, e povo feliz, quem Vive a Palavra e a Deus bendiz.
4. Vamos caminhar, irmãs e irmãos, já chegou a hora da nossa missão.
7. PRIMEIRA LEITURA: Sb 12,13.16-19
Leitura do Livro da Sabedoria - 13Não há, além de ti, outro Deus que cuide de todas as coisas e a quem devas mostrar que teu julgamento não foi injusto. 16A tua força é o princípio da tua justiça, e o teu domínio sobre todos te faz para com todos indulgente. 17Mostras a tua força a quem não crê na perfeição do teu poder; e, nos que te conhecem, castigas o seu atrevimento. 18No entanto, dominando tua própria força, julgas com clemência e nos governas com grande consideração; pois, quando quiseres, está ao teu alcance fazer uso do teu poder. 19Assim procedendo, ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano; e a teus filhos deste a confortadora esperança de que concedes o perdão aos pecadores. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.
8. SALMO RESPONSORIAL 85/86 (Hinário Litúrgico III, p. 141 – faixa 21)
Ó Senhor, vós sois bom,/ sois clemente e fiel!
1. Ó Senhor, vós sois bom e clemente,/ sois perdão para quem vos invoca./ Escutai, ó Senhor, minha prece,/ o lamento da minha oração.
2. As nações que criastes virão/ adorar e louvar vosso nome./ Sois tão grande e fazeis maravilhas;/ vós somente sois Deus e Senhor!
3. Vós, porém, sois clemente e fiel,/ sois amor, paciência e perdão./ Tende pena e olhai para mim!/ Confirmai com vigor vosso servo.
9. SEGUNDA LEITURA: Rm 8,26-27
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - Irmãos: 26O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. 27E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.
10. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO: Aleluia (CD DÍZIMO É PARTILHA - Faixa 6)
Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia (bis).
Eu te louvo, ó Pai santo, Deus do céu, Senhor da terra / Os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas!
11. EVANGELHO: Mt 13,24-43
P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.
P. Proclamação do + Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.
P. Naquele tempo: 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado. Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!” 31Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”. 33Jesus contou-lhes ainda outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. 34Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”. 36Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. 39O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. 40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41o Filho do Homem enviará seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”. - Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.
12. PROFISSÃO DE FÉ
P. Creio em Deus Pai todo-poderoso...
13. ORAÇÃO DOS FIÉIS
P. Do Senhor, nosso Deus, é que emana todo o bem. Rejubilando nele peçamos de coração sincero: T. Senhor, ouvi nossa oração!
1. Pai e Senhor do universo, enviastes vosso Filho ao mundo para que fosse glorificado em todo o lugar; confirmai o testemunho de vossa Igreja entre os povos. T. Senhor, ouvi nossa oração!
2. Fazei-nos dóceis à pregação dos Apóstolos, para vivermos conforme à verdade da nossa fé. T. Senhor, ouvi nossa oração!
3. Vós que amais os justos, fazei justiça aos injustiçados. T. Senhor, ouvi nossa oração!
4. Libertai os prisioneiros, iluminai os cegos, reerguei os caídos, protegei os estrangeiros. T. Senhor, ouvi nossa oração!
5. Dignai-vos cumprir o desejo dos que adormeceram em vossa paz; dai-lhes por vosso Filho chegar à santa ressurreição. T. Senhor, ouvi nossa oração!
P. Tudo isso vós pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor. T. Amém.
14. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS
Anim. Todos os dízimos da terra são propriedade do Senhor, nos diz o Li­vro do Levítico (Lv 27,32). O dízimo se justifica pelos benefícios que proposciona às comunidades de fé: formação de lideranças; promo­ção humana; a partilha, o compromisso na manutenção da comunidade; o sustento dos ministros; novas metodologias de ensino na evangelização e catequese; condição para que ministros e lideranças tenham mais recursos para estar na intimidade com Deus através oração pessoal.
15. CANTO DE OFERTÓRIO: Muito obrigado Senhor (CD DÍZIMO É PARTILHA – faixa 8)
Muito obrigado, Senhor,/ pelos bens da criação. /: Vimos com amor ofertar, / os dons partilhar, doar ao irmão.
1.  Senhor, aqui ofertamos / vidas sofri­das que temos, /: fadiga, tempo e traba­lho, / graças de ti recebemos.
2.  Senhor, aqui ofertamos / vinho uni­do ao pão, /: semente de esperança, / fruto de paz neste chão.
3.  Senhor, aqui ofertamos / nosso cla­mor de justiça. /: Queremos ser solidá­rios, / livres de toda a cobiça.
16. ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS
P. Orai, irmãos e irmãs... T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.
P. Ó Deus, que no sacrifício da cruz, único e perfeito, levastes à plenitude os sacrifícios da Antiga Aliança, santificai, como o de Abel, o nosso sacrifício, para que os dons que cada um trouxe em vossa honra possam servir para a salvação de todos. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém.
17. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II (Missal Romano, p. 477)
P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.
P. Corações ao alto. T. O nosso coração está em Deus.
P. Demos graças ao Senhor, nosso Deus. T. É nosso dever e nossa salvação.
P. Na verdade é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele é a vossa palavra viva, pela qual tudo criastes. Ele é o nosso Salvador e Redentor, verdadeiro homem, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. Ele, para cumprir a vossa vontade, e reunir um povo santo em vosso louvor, estendeu os braços na hora da sua paixão a fim de vencer a morte e manifestar a ressurreição. Por ele os anjos celebram vossa grandeza e os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz: T. Santo, Santo, Santo...
P. Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e + o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso. T. Santificai nossa oferenda ó Senhor!
P. Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, Ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo: “TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS”. Do mesmo modo, ao fim da ceia, Ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos dizendo: “TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA A  REMISSÃO DOS PECADOS.  FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM”. Eis o mistério da fé! T. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!
P. Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir. T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!
P. E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só Corpo. T. Fazei de nós um só corpo e um só Espírito!
P. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o papa Bento XVI, com nosso bispo (...) e todos os ministros do vosso povo. T. Lembrai-vos ó Pai, da vossa Igreja!
P. Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face. T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!
P. Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho. T. Concedei-nos o convívio dos eleitos!
P. Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, agora e para sempre. T. Amém.
18. RITO DA COMUNHÃO
P. Rezemos com amor e confiança a oração que o Senhor nos ensinou: T. Pai nosso...
P. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador. T. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
P. Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo. T. Amém.
P. A paz do Senhor esteja sempre convosco. T. O amor de Cristo nos uniu.
T. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
P. Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. T. Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).
19. CANTO DE COMUNHÃO: Já existe a partilha (CD DÍZIMO É PARTILHA - Faixa 10)
1. Ninguém pode calar a voz,/  ninguém pode forjar a razão./ Nin­guém pode conter de novo/ o grito do povo faminto de pão.
Se entre nós já existe a par­tilha,/ entremos na fila do amor comunhão(bis).
2. Ó Senhor, tantos braços fechados/ poderiam se abrir, dar as mãos. / Quantos lábios tão mudos, cerrados,/ não querem falar, defender o irmão.
3. Ó Senhor, tantos trabalhadores/ e outros tantos sem ocupação, esperan­do trabalho e salário,/ o pobre e ope­rário a viver de ilusão:
20. Alma de Cristo
Alma de Cristo, T. santificai-me / Corpo de Cristo, T. salvai-me / Sangue de Cristo, T. inebriai-me / Água do lado de Cristo, T. lavai-me / Paixão de Cristo, T. confortai-me / Ó bom Jesus, T. ouvi-me / Dentro de Vossas chagas, T. escondei-me / Não permitais que me separe de Vós / Do espírito maligno, T. defendei-me / Na hora da minha morte, T. chamai-me. E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos. Amém!
21. ORAÇÃO PÓS A COMUNHÃO
P. Oremos (silêncio): Ó Deus, permanecei junto ao povo que iniciastes nos sacramentos do vosso reino, para que, despojando-nos do velho homem, passemos a uma vida nova. Por Cristo, nosso Senhor.  T. Amém.
22. NOSSA RESPOSTA À PALAVRA DE DEUS: ORAÇÃO DO DÍZIMO
T. Deus, Pai de amor, que tudo nos dás com generosidade: Obrigado pela vida, pelos sonhos e realizações que teu amor nos faz experimentar. Obrigado porque estás presente em nossos projetos, quando vislum­bramos que a vida é um dom a ser partilhado. Pedimos-te, ó Pai, que vol­vas o nosso coração para a fraterna partilha do dízimo, e abras a nossa consciência para o compromisso cristão da solidariedade. Que nosso dízimo seja suporte para alimentar uma Igreja que seja hu­mana, divina e missionária. Amém!
23. BÊNÇÃO E DESPEDIDA
P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.
P. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo. T. Amém.
P. Vamos em paz, e o Senhor vos acompanhe. T. Graças a Deus.
24. CANTO FINAL: É o dízimo, Senhor (CD DÍZIMO É PARTILHA – faixa 12)
É o dízimo, Senhor, / que nos mostra com certeza / grati­dão ao Criador, / compromisso na Igreja (bis).
1.   Nada me falta em meu caminhar/: o Senhor abençoa a quem aprendeu a partilhar.
2.   Vem ser dizimista na comunidade, /: caminho seguro de verdadeira fra­ternidade.
MÚSICAS:
CD Liturgia VI - (Ed. Paulus)
CD Dízimo é partilha (Ed. Paulus)
LEITURAS DA SEMANA: de 18 a 24 de Julho de 2011
2ª-: Ex 14, 5-18; Cânt.: Ex 15, 1-2. 3-4. 5-6 (R/. 1a); Mt 12, 38-42
3ª-: Ex 14, 21 – 15, 1; Cânt.: Ex 15, 8-9. 10 e 12. 17 (R/. 1a); Mt 12, 46-50
4ª-: Ex 16, 1-5.9-15; Sl 77 (78), 18-19. 23-24. 25-26. 27-28 (R/. 24b); Mt 13, 1-9
5ª-: Ex 19, 1-2.9-11.16-20b; Cânt.: Dn 3, 52. 53-54. 55. 56 (R/. 52b); Mt 13, 10-17
6ª-: Ct 3, 1-4a ou 2Cor 5, 14-17; Sl 62 (63), 2. 3-4. 5-6. 8-9 (R/. 2b); Jo 20, 1-2.11-18
Sab.: Ex 24, 3-8; Sl 49 (50), 1-2. 5-6. 14-15 (R/. 14a); Mt 13, 24-30
Dom. (17º DTC).:1Rs 3, 5.7-12; Sl 118 (119), 57 e 72. 76-77. 127-128. 129-130 (R/. 97a); Rm 8, 28-30; Mt 13, 44-52

quinta-feira, 7 de julho de 2011

AS SEMENTES LANÇADAS NO MUNDO, NÃO RETORNAM SEM PRODUZIR EFEITO


XV DOMINGO DO TEMPO COMUM
10/07/2011 – Ano A – cor: verDE

PRIMEIRA LEITURA: Isaías 55,10-11
SALMO RESPONSORIAL: 64/65
SEGUNDA LEITURA: Romanos 8,18-23
EVANGELHO: Mateus 13,1-23

AS SEMENTES LANÇADAS NO MUNDO, NÃO RETORNAM SEM PRODUZIR EFEITO.

Taí algo que o mundo necessita por demais nos dias atuais: uma nova e fervorosa evangelização, revigorada com um novo Batismo no Espírito a ponto de nos possibilitar compreender toda a diversidade cultural e combater com ações proféticas e postura ético-religiosa, toda falta de sensibilidade a qual, as pessoas vem sendo moldadas com o propósito de que se mantenha o estado de exclusão social da grande maioria da população, em especial os mais pobres. Estes, inseridos na condição desfavorável em que se encontram, e não tendo força, seja intelectual, seja espiritual, de impor reação contra o processo econômico que os oprime, tornam-se vítimas ordeiras deste processo e contribuem sobremaneira para que se mantenha a já enorme lacuna e crescente lacuna entre os, como diriam os antigos, “afortunados e desafortunados” de nossa sociedade.
Sem justiça social não há liberdade, e numa sociedade dessacralizada, em que se banaliza até a vida, a corrupção se desenvolve como erva daninha; vide os episódios de corrupção nas diversas esferas do governo, o qual deveria ser o exemplo de austeridade, ao contrário, torna-se fonte de injustiça social; uma vez que se desvia dinheiro dos cofres públicos para alimentar parasitas, é natural que falte recursos para os mecanismos de combate à injustiça: educação, saúde, segurança, moradia, etc.; não é sem razão, portanto, que testemunhamos o sucateamento e a falência dos serviços sociais, que já tendem a ser mínimos no estado neoliberal, e isto também, privilegia a iniciativa privada, isto é, as empresas que exploram tais serviços, não obstante, o fortalecimento das escolas e hospitais particulares, dos planos de saúde que ganham rios de dinheiro ao mesmo tempo em que dominam os meios legais para sobreviver no lucro cada vez maior, dos sistemas privados de segurança, setor que ano após ano bate recordes de faturamento, enquanto a população mais carente sofre cada vez mais, são consequências de uma sociedade doente e corrupta.
Neste ínterim, Deus nos dirige, por meio da liturgia deste 15º Domingo do Tempo Comum, em que o Cristo se manifesta mais proximamente junto às angústias do povo sofrido, uma renovada esperança; mesmo em meio ao deserto em que nos encontramos, a Palavra anunciada é comparada à semente, a qual, por necessidade deve ser lançada à terra; obviamente esta terra deve ser preparada, cuidada, para receber aquela que deve morrer para que surja uma nova sociedade, embasada no amor, reflexo do Reino de Deus. O cristão é a semente lançada de seu testemunho diário numa sociedade doente, do ponto de vista moral, conforme avaliamos acima, às vezes com sofrimento e contrariedades, às vezes até com o martírio, torna-se capaz de germinar uma nova realidade, e dela produzir frutos, não importando qual seja a quantidade: “... produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente” (Mt 13,6).
O preparo da terra, a qual recebe a semente, isto é, seu ambiente de vida enquanto não desponta a nova realidade, a sociedade, deve ser, portanto, preparada, mas é Deus mesmo quem a prepara, e nos prepara, com seu Espírito Santificador, abrindo mentes e corações para que sua Palavra seja testemunhada e encontre ambiente propício para que não se torne sem efeito. Não é o conhecimento científico, portanto, a condição básica para se compreender os mistérios divinos; a Palavra é anunciada de forma simples, e não raramente, um homem sem instrução a compreende e aceita melhor do que um estudioso em que a mente e o coração estão condicionados a desvendar e comprovar de forma empírica (cf. Mt 13,15), isto é por experimentos próprios, os mistérios que não consegue compreender, por isso “vem o maligno e rouba o que foi semeado em seu coração” (Mt 13,19). Àqueles, ao contrário, que com simplicidade souberam acolher a Palavra, Jesus mesmo os considera bem aventurados, ou seja, felizes (Mt 13,16), por que lhes “foi dado o conhecimento dos mistérios do reino dos céus” (Mt 13,12).
O cristão é, portanto, revestido pelo Espírito Santo, de poderes proféticos, sacerdotais e régios para realizar a obra de restauração deste mundo, a começar no pequenino ambiente em que vivemos e nos relacionamos, denunciando as atitudes irresponsáveis de que corrompe e de quem é corrompido em sua dignidade, ao mesmo tempo em que, com misericórdia implacável, se anuncia e testemunha um Deus que é muito maior do que todos os nossos problemas.

Seja você também, semente do Reino.

Fraternal abraço.

FOLHETO DE MISSA - 15º DOMINGO DO TEMPO COMUM

celebração eucarística
XV DOMINGO DO TEMPO COMUM – ano a – 10/07/2011
(Verde, Glória, Creio – 3ª. Semana do Saltério)
Anim. A nossa razão de existir enquanto Igreja é anunciar toda história da salvação, isto é, continuar a missão dada por Jesus aos apóstolos, de levar o Evangelho até os confins da terra. Ainda que esta missão represente martírio aos seguidores de Cristo, não podemos nos acomodar enquanto houver entre nós irmãos que desconheçam os princípios de nossa fé.
1. ABERTURA Sl 32/33 (CD VI - faixa 19)
Assim que a tua glória * revelar-se, Senhor, perante a história, * tua face contemplarei * e satisfeito pra sempre eu ficarei.
1. Alegrai-vos no Senhor! * Quem é bom, venha * louvar! * Peguem logo o violão * e o pandeiro pra tocar. * Para ele um canto novo * vamos, gente, improvisar.
2. Ele cumpre o que promete; * podem nele confiar! * Ele ama o que é direito * e ele sabe bem julgar. * Sua palavra fez o céu, * fez a terra e fez o mar.
3. Ele faz do mar um açude * e governa os oceanos. * Toda a terra a ele teme, * mesmo os corações humanos. * Tudo aquilo que ele diz, * não nos causa desenganos.
2. SAUDAÇÃO
P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T. Amém.
P. O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco. T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
3. ATO PENITENCIAL
P. Irmãos e irmãs, reconheçamos as nossas culpas para celebrarmos dignamente os santos mistérios. (Silêncio). Confessemos os nossos pecados: T. Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
P. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. T. Amém.
P. Senhor, tende piedade de nós. T. Senhor, tende piedade de nós.
P. Cristo, tende piedade de nós. T. Cristo, tende piedade de nós.
P. Senhor, tende piedade de nós. T. Senhor, tende piedade de nós.
4. GLÓRIA (preferencialmente cantado)
P. Glória a Deus nas alturas, T. e paz na terra aos homens por Ele amados. / Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso. / nós vos louvamos, nós vos bendizemos, / nós vos adoramos, nós vos glorificamos, / nós vos damos graças por vossa imensa glória. / Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, / Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. / Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. / Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. / Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, / só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, / com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.
5. ORAÇÃO
P. Oremos (silêncio): Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão, e abraçar tudo o que é digno deste nome. Por N.S.J.C. T. Amém.
Anim. A natureza é o grande referencial que os autores sagrados encontram para expressarem as maravilhas que Deus realiza entre nós. Ouçamos com bastante atenção a Palavra que no liberta.
6. PRIMEIRA LEITURA: Is 55,10-11
Leitura do Livro do Profeta Isaías - Isto diz o Senhor: 10“Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, 11assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la”. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.
7. SALMO RESPONSORIAL 64/65 (CD VI - Faixa 21)
A semente caiu em terra boa e deu fruto. (bis)
1. Visitais a nossa terra com as chuvas * e transborda de fartura. * Rios de Deus, que vêm dos céus, derramam águas * e preparais o nosso trigo.
2. É assim que preparais a nossa terra: * vós a regais e a aplainais; * os seus sulcos com a chuva amoleceis * e abençoais as sementeiras.
3. O ano todo coroais com vossos dons, * os vossos passos são fecun­dos; * transborda a fartura onde pas­sais, * brotam pastos no deserto.
4. As colinas se enfeitam de alegria * e os campos, de rebanhos; * nossos vales se revestem de trigais: * tudo canta de alegria.
8. SEGUNDA LEITURA: Rm 8,18-23
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos - Irmãos: 18Eu entendo que os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós. 19De fato, toda a criação está esperando ansiosamente o momento de se revelarem os filhos de Deus. 20Pois a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua livre vontade, mas por sua dependência daquele que a sujeitou; 21também ela espera ser libertada da escravidão da corrupção e, assim, participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus. 22Com efeito, sabemos que toda a criação, até o tempo presente, está gemendo como que em dores de parto. 23E não somente ela, mas nós também, que temos os primeiros frutos do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.
9. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO (CD VI - Faixa 20)
 Aleluia, Aleluia, Aleluia! (bis)
Semente é de Deus a Palavra, * o Cristo é o semeador, * todo aquele que o encontra, * vida eterna encontrou!
10. EVANGELHO: Mt 13,1-23
P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.
P. Proclamação do + Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.
P.1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galiléia. 2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9Quem tem ouvidos, ouça!” 10Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que tu falas ao povo em parábolas?” 11Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. 12Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. 13É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem. 14Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 15Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. 16Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram. 18Ouvi, portanto, a parábola do semeador: 19Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo. 22A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto. 23A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”. - Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.
11. HOMIIA (vide Reflexão da Palavra neste blog)
12. PROFISSÃO DE FÉ
P. Creio em Deus Pai todo-poderoso...
13. ORAÇÃO DOS FIÉIS
P. Irmãos e irmãs, elevemos a Deus Pai nossas preces, na esperança de que as leituras que ouvimos, como sementes que caem em terra boa, produzam frutos de transformação pessoal e comunitária. Rezemos: T. Senhor, atendei a nossa prece!
1. Dai à nossa Paróquia a perseverança de semear vossa Palavra com fervor apostólico, oremos.
2. Que as lideranças que estão a serviço na vossa Igreja, saibam conduzir vosso povo no caminho do bem e da verdade, oremos.
3. Por todas as vocações, sacerdotais, religiosas e leigas, para que de fato sejam semeadoras da paz e da justiça, oremos.
4. Abençoai os dizimistas de nossa paróquia, para que nunca lhes falte a providência do trabalho honesto, para que mantenham com dignidade o sustento de suas famílias, oremos.
 (Outras preces comunitárias)
P. Tudo isso vós pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor. T. Amém.
14. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS (CD VI - Faixa 14)
1. Bendito e louvado seja o Pai nosso criador. * O pão que nós recebemos é prova do seu amor. * O pão que nós recebemos é prova do seu amor. * É o fruto de sua terra e do povo trabalhador. * O fruto de sua terra, do povo traba­lhador, * na missa é trans­­­formado no Corpo do Salvador.
Bendito seja Deus, bendito seu amor. * Bendito seja Deus Pai onipotente, nosso Cria­dor. (bis)
2. Bendito e louvado seja o Pai nosso criador. * O vinho que recebemos é prova do seu amor. * O vinho que recebemos é prova do seu amor. * É o fruto de sua terra do povo trabalhador. * O fruto de sua terra e do povo trabalhador * na missa é transformado no Sangue do Salvador.
15. ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS
P. Orai, irmãos e irmãs...
T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.
P. Acolhei, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em oração, e fazei crescer em santidade os fiéis que participam deste sacrifício. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém.
16. ORAÇÃO EUCARÍSTICA V (Missal Romano, p. 495)
P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.
P. Corações ao alto. T. O nosso coração está em Deus.
P. Demos graças ao Nosso Senhor Deus. T. É nosso dever e nossa salvação.
P. É justo e nos faz todos ser mais santos louvar a vós, ó Pai, no mundo inteiro, de dia e de noite, agradecendo com Cristo, vosso Filho, nosso irmão. É ele o sacerdote verdadeiro que sempre se oferece por nós todos, mandando que se faça a mesma coisa que fez naquela ceia derradeira. Por isso, aqui estamos bem unidos, louvando e agradecendo com alegria, juntando nossa voz à voz dos anjos e à voz dos santos todos, pra cantar (dizer):
T. Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
P. Senhor, vós que sempre quisestes ficar muito perto de nós, vivendo conosco no Cristo, falando conosco por ele, mandai vosso Espírito Santo, a fim de que as nossas ofertas se mudem no Corpo + e no Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo. T. Mandai vosso Espírito Santo!
P. Na noite em que ia ser entregue, ceando com seus apóstolos, Jesus, tendo o pão em suas mãos, olhou para o céu e deu graças, partiu o pão e o entregou a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS. Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o entregou a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM. Tudo isto é mistério da fé! T. Toda vez que se come deste Pão, toda vez que se bebe deste Vinho, se recorda a paixão de Jesus Cristo e se fica esperando sua volta.
P. Recordamos, ó Pai, neste momento, a paixão de Jesus, nosso Senhor, sua ressurreição e ascensão; nós queremos a vós oferecer este Pão que alimenta e que dá vida, este Vinho que nos salva e dá coragem. T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!
P. E quando recebermos Pão e Vinho, o Corpo e Sangue dele oferecidos, o Espírito nos una num só corpo, pra sermos um só povo em seu amor. T. O Espírito nos una num só corpo!
P. Protegei vossa Igreja que caminha nas estradas do mundo rumo ao céu, cada dia renovando a esperança de chegar junto a vós, na vossa paz. T. Caminhamos na estrada de Jesus!
P. Dai ao Santo Padre, o Papa Bento ser bem firme na Fé, na caridade e a [...], que é bispo desta Igreja, muita luz pra guiar o seu rebanho. T. Caminhamos na estrada de Jesus!
P. Esperamos entrar na vida eterna com a Virgem Maria, Mãe de Deus e da Igreja, os apóstolos e todos os santos, que na vida souberam amar Cristo e seus irmãos. T. Esperamos entrar na vida eterna!
P. A todos que chamastes para outra vida na vossa amizade, e aos marcados com o sinal da fé, abrindo vossos braços, acolhei-os. Que vivam para sempre bem felizes no reino que para todos preparastes. T. A todos dai a luz que não se apaga!
P. E a nós, que agora estamos reunidos e somos povo santo e pecador, dai força para construirmos juntos o vosso reino que também é nosso. Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre. T. Amém.
17. RITO DA COMUNHÃO
P. Rezemos com amor e confiança a oração que o Senhor nos ensinou: T. Pai nosso...
P. Livrai-nos de todos os males,... T. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
P. Senhor Jesus Cristo... T. Amém.
P. A paz do Senhor... T. O amor de Cristo nos uniu.
T. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
P. Felizes os convidados... T. Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).
18. CANTO DE COMUNHÃO: Salmo 118/119 (CD VI - Faixa 22)
Terra boa é aquele que ouviu * e a palavra de Deus praticou: *//a semente na terra caiu *e de terra tão boa brotou!// (bis)
1. Feliz quem anda com a verdade, * na lei de Deus, com integridade! * Feliz quem guarda seu mandamento * no coração, no pensamento!
2. Ah! Quem me dera, que, em meu andar, * teus mandamentos possa eu guardar! * Se os mandamentos obedecer, * não vai o mal acontecer!
3. Quando tuas leis eu aprender, * vou te louvar e agradecer! * Eu vou guardar teu mandamento, * mas, não me deixes no esquecimento.
19. Alma de Cristo
Alma de Cristo, T. santificai-me / Corpo de Cristo, T. salvai-me / Sangue de Cristo, T. inebriai-me / Água do lado de Cristo, T. lavai-me / Paixão de Cristo, T. confortai-me / Ó bom Jesus, T. ouvi-me / Dentro de Vossas chagas, T. escondei-me / Não permitais que me separe de Vós / Do espírito maligno, T. defendei-me / Na hora da minha morte, T. chamai-me. E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos. Amém!
20. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO
P. Oremos (silêncio): Alimentados pela vossa Eucaristia, nós vos pedimos, ó Deus, que cresça em nós a vossa salvação cada vez que celebramos este mistério. Por Cristo, nosso Senhor.  T. Amém.
21. ORAÇÃO A SÃO MARCOS, O EVANGELISTA
T. Ó Deus, que concedestes a São Marcos, o Evangelista, a glória de proclamar a Boa-nova, dai-nos assimilar de tal modo seus ensinamentos, que sigamos fielmente os caminhos do Cristo. Que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém!
22. BÊNÇÃO E DESPEDIDA (Missal Romano, p. 525)
P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.
P. Deus vos abençoe e vos guarde. T. Amém.
P. Ele vos mostre sua face e se compadeça de vós. T. Amém.
P. Volva para vós o seu olhar e vos dê a sua paz. T. Amém.
P. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo. T. Amém.
P. Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe. T. Graças a Deus.
22. CANTO FINAL (Cantos e Orações - 1425)
1. Quando o dia da paz renascer, * quando o sol da esperança brilhar, * eu vou cantar! • Quando o povo nas ruas sorrir, * e a roseira de novo florir, * eu vou cantar!• Quando as cercas caírem no chão * quando as mesas se encherem de pão, * eu vou cantar! • Quando os muros que cercam os jardins, * destruídos, então os jasmins * vão perfumar.
Vai ser tão bonito se ouvir a canção, * cantada de novo. * No olhar do homem a certeza do irmão: * reinado do povo.
2. Quando as armas da destruição, * destruídas em cada nação, * eu vou sonhar! • E o decreto que encerra a opressão, * assinado só no coração, * vai triunfar! * • Quando a voz da verdade se ouvir * e a mentira não mais existir, * será enfim, • tempo novo de eterna justiça, * sem mais ódio, sem sangue ou cobiça: * vai ser assim.
MÚSICAS:
CD Liturgia VI - (Ed. Paulus)
Cantos e Orações (Ed. Vozes)
LEITURAS DA SEMANA: de 11 a 17 de Julho de 2011
2ª-: Ex 1, 8-14.22; Sl 123/124, 1-3. 4-6. 7-8 (R/. 8a); Mt 10, 34 – 11, 1
3ª-: Ex 2, 1-15ª; Sl 68/69, 3. 14. 30-31. 33-34 (R/. cf. 33); Mt 11, 20-24
4ª-: Ex 3, 1-6.9-12; Sl 102/103, 1-2. 3-4. 6-7 (R/. 8a); Mt 11, 25-27
5ª-: Ex 3, 13-20; Sl 104/105, 1 e 5. 8-9. 24-25. 26-27 (R/. 8a); Mt 11, 28-30
6ª-: Ex 11, 10 – 12, 14; Sl 115/116b, 12-13. 15-16. 17-18 (R/. 13); Mt 12, 1-8
Sábado: Zc 2, 14-17; Cânt.: Lc 1, 46-47. 48-49. 50-51. 52-53. 54-55 (R/. 49); Mt 12, 46-50
Domingo (16º TC): Sb 12, 13.16-19; Sl 85 (86), 5-6. 9-10. 15-16a (R/. 5a); Rm 8, 26-27; Mt 13, 24-43