sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

REFLEXÃO DA PALAVRA: 2º DOMINGO DO TEMPO - ANO B - 15/01/2012

 2º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B – 15/01/2012
(Verde, Glória, Creio, II Semana do Saltério)

 
1ª Leitura: 1Samuel 3,3b-10.19
Salmo Responsorial: Sl 39,2.4ab.7-8a.8b-9.10 (R.8a.9a)
2ª Leitura: 1Coríntios 6,13c-15a.17-20
Evangelho: João 1,35-42


SOMOS DE FATO, FUNDAMENTAIS PARA QUE A IMPLANTAÇÃO DO REINO DE JUSTIÇA E DE PAZ NO MUNDO EM QUE VIVEMOS?

Eis uma pergunta bastante pertinente no contexto de ser Igreja ao qual vivemos. E neste início de caminhada, no deserto de nossa existência, tal como propõem as reflexões do Tempo Comum, na liturgia da Igreja, devemos dar sentido aos ensinamentos do Evangelho e fazer com que tais ensinamentos não sejam levados pelo tempo, ao contrário, eles devem servir para transformar nossas vidas de discípulos missionários de Jesus Cristo, neste mundo, arena de tantas batalhas, perdas, mas também de conquistas e vitórias.
 
No Evangelho deste 2º Domingo do Tempo Comum, Jesus inaugura o seu ministério, a partir do ministério de João Batista; o relato joanino quer expressar que o ministério de João é uma fase preparatória a ser completado pelo ministério de Cristo, revestido de superioridade; veja que os dois discípulos, ao contrário dos evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), em que Jesus os escolhe a partir de suas vidas comuns, isto é, no dia a dia do trabalho, em João os discípulos são escolhidos como que por uma indicação do profeta, que parece transferir seus discípulos à Jesus através de seu comando: “Eis o Cordeiro de Deus!” (Jo 1,36), após um novo dia se iniciar. A salvação segue a um plano determinado, o qual proporciona o desenvolvimento dos que neste plano estão inseridos; os discípulos parecem subir um degrau neste processo, tendo aprendido tudo de João Batista, agora seguem ao próprio Jesus.
 
André é um dos dois discípulos que seguem decididamente o Cristo e o querem conhecer: “Rabi, onde moras?” (v. 38). Revestido de plena dignidade, uma vez que o Evangelho não atribui nome ao segundo, o que dá margem ao anonimato e a muitos, ocupar a sua identidade, inclusive nós mesmos, a quem de fato de se dirige as escrituras, André imediatamente assume o serviço de anunciar a Boa Nova, primeiramente a seu irmão Simão, este se torna sua conquista, não por que lhe anuncia, mas por que o conduz ao Cristo; apenas o uso da palavra para converter o outro não é suficiente, deve-se leva-los a ter uma experiência no campo da relação com a novidade da manifestação divina. Se antes do Cristo esta manifestação se dava de forma pessoal, tal como o chamado que Deus faz a Samuel na Primeira leitura, agora este chamado requer uma relação entre as pessoas; o local desta relação é a comunidade de fé, por outro lado, o nome está vinculado à missão, por isso Jesus mudará o nome de Simão para Pedro e o vinculará mais tarde à edificação da Igreja, da comunidade; Pedro precisará aprender a usar seu nome de missão, e isto também será para ele um processo de conversão, comum a todos nós.
 
Por outro lado, André só pode realizar sua ação pastoral de conduzir o irmão a Jesus, na medida em que ele primeiro deixou-se relacionar com o mestre: “Foram, pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele” (V. 39), isto é, depois que o conheceram na sua intimidade; pois onde moramos é de fato o local da nossa intimidade. E fizeram esta experiência longe das preocupações do dia, ou seja, fizeram um retiro espiritual com o Cristo que encontraram no caminho. Se de fato, nós somos este segundo discípulo, somos também chamados a aprofundar a relação de intimidade com Jesus e assumir nosso ministério de conduzir as pessoas a Jesus, deixar de assumir esta responsabilidade incorremos em pecado de omissão e assumimos a responsabilidade pela perda de tantas almas que por nossa omissão deixaram de conhecer Jesus e por conta desta ignorância possibilitou-se a difusão da injustiça, da corrupção na sociedade e da perda da paz de sentido divino, pois paz não é apenas ausência de guerra, mas consequência da perfeita justiça, aquela que não dissimula e não cria diferenças na sociedade.
 
Eis a importância fundamental que cada cristão, discípulo missionário tem na implantação do reino de justiça e paz neste mundo adoentado pela falta de caridade; cada um é responsável por tornar o Cristo conhecido a todos e todas.
 
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

FOLHETO DE MISSA - 2º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B - 15/01/2012

FOLHETO DE MISSA
2º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B – 15/01/2012
(Verde, Glória, Creio, II Semana do Saltério)



Antífona da entrada: Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 65,4).
Anim. O Senhor nos chama pelo nome. Este chamado implica na vocação que cada qual de nós recebe, para que a Palavra de Deus seja transmitida e conhecida por todo o mundo. É por meio da Palavra anunciada que Deus se manifesta a nós, e transforma a nossa realidade, restaurando completamente a nossa dignidade de filhos e filhas de Deus.
1. ABERTURA
Eis-me aqui, Senhor! / Eis-me aqui, Senhor! / Pra fazer tua vontade, pra viver do teu amor. / Pra fazer tua vontade, pra viver do teu amor: / Eis-me aqui, Senhor!
1. O Senhor é o Pastor que me conduz, / por caminhos nunca vistos me enviou, / sou chamado a ser fermento, sal e luz / e, por isso, respondi: aqui estou!
2. Ele pôs em minha boca uma canção, / me ungiu como profeta e trovador / da história e da vida do meu povo / e, por isso, respondi: aqui estou!
3. Ponho a minha confiança no Senhor, / da esperança sou chamado a ser sinal, / seu ouvido se inclinou ao meu clamor / e, por isso, respondi: aqui estou!
2. SAUDAÇÃO
P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T. Amém.
P. Que a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco. T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
3. ATO PENITENCIAL
P. No dia em que celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, também nós somos convidados a morrer ao pecado e ressurgir para uma vida nova. Reconheçamo-nos necessitados da misericórdia do Pai.
P. Confessemos os nossos pecados: T. Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
P. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Kyrie
P. Senhor, tende piedade de nós.
T. Senhor, tende piedade de nós.
P. Cristo, tende piedade de nós.
T. Cristo, tende piedade de nós.
P. Senhor, tende piedade de nós.
T. Senhor, tende piedade de nós.
4. HINO DE LOUVOR
Gloria, glória, / glória a Deus nos altos céus! / Paz na terra aos homens, bem amados filhos seus!
1. Deus e Pai nós vos louvamos, / adoramos, bendizemos. / Damos glória ao vosso nome, / vossos dons agradecemos.
2. Senhor nosso, Jesus Cristo, / unigênito do Pai, / vós, de Deus Cordeiro Santo, / nossas culpas perdoai.
3. Vós que estais junto do Pai / como nosso intercessor, / acolhei nossos pedidos, / atendei nosso clamor.
4. Vós somente sois o Santo, / o Altíssimo, o Senhor. / Com o Espírito Divino / de Deus Pai, no esplendor.
5. ORAÇÃO
Oremos (silêncio): Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. T. Amém.
Anim. Ouçamos com atenção a Palavra que nos aproxima do Senhor. É a partir dela que Ele se revela a nós.
6. PRIMEIRA LEITURA (1Sm 3,3b-10.19)
Leitura do Primeiro Livro de Samuel - Naqueles dias: 3bSamuel estava dormindo no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. 4Então o Senhor chamou: 'Samuel, Samuel!' Ele respondeu: 'Estou aqui'. 5E correu para junto de Eli e disse: 'Tu me chamaste, aqui estou'. Eli respondeu: 'Eu não te chamei. Volta a dormir!' E ele foi deitar-se. 6O Senhor chamou de novo: 'Samuel, Samuel!' E Samuel levantou-se, foi ter com Eli e disse: 'Tu me chamaste, aqui estou'. Ele respondeu: 'Não te chamei, meu filho. Volta a dormir!' 7Samuel ainda não conhecia o Senhor, pois, até então, a palavra do Senhor não se lhe tinha manifestado. 8O Senhor chamou pela terceira vez: 'Samuel, Samuel!' Ele levantou-se, foi para junto de Eli e disse: 'Tu me chamaste, aqui estou'. Eli compreendeu que era o Senhor que estava chamando o menino. 9Então disse a Samuel: 'Volta a deitar-te e, se alguém te chamar, responderás: 'Senhor, fala, que teu servo escuta!' E Samuel voltou ao seu lugar para dormir. 10O Senhor veio, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: 'Samuel! Samuel!' E ele respondeu: 'Fala, que teu servo escuta'. 19Samuel crescia, e o Senhor estava com ele. E não deixava cair por terra nenhuma de suas palavras. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.
7. SALMO RESPONSORIAL (Sl 39,2.4ab.7-8a.8b-9.10 - R.8a.9a)
Eu disse: Eis que venho, Senhor, / com prazer faço a vossa vontade.
1. Esperando, esperei no Senhor, e inclinando-se, ouviu meu clamor. Canto novo ele pôs em meus lábios, um poema em louvor ao Senhor.
2. Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados.
3. E então eu vos disse: “Eis que venho!” Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!”.
4. Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios! Vós sabeis: não fechei os meus lábios!
8. SEGUNDA LEITURA (1Cor 6,13c-15a.17-20)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios - Irmãos: 13cO corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor é para o corpo; 14e Deus, que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também a nós, pelo seu poder. 15aPorventura ignorais que vossos corpos são membros de Cristo? 17Quem adere ao Senhor torna-se com ele um só espírito. 18Fugi da imoralidade. Em geral, qualquer pecado que uma pessoa venha a cometer fica fora do seu corpo. Mas o fornicador peca contra o seu próprio corpo. 19Ou ignorais que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que mora em vós e que vos é dado por Deus? E, portanto, ignorais também que vós não pertenceis a vós mesmos? 20De fato, fostes comprados, e por preço muito alto. Então, glorificai a Deus com o vosso corpo. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.
9. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Aleluia, aleluia, aleluia! (bis)
Encontramos o Messias, Jesus Cristo, de graça e verdade ele é pleno; / de sua imensa riqueza graças, sem fim, recebemos.
10. EVANGELHO (Jo 1,35-42)
P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.
P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. T. Glória a vós, Senhor.
P. Naquele tempo: 35João estava de novo com dois de seus discípulos 36e, vendo Jesus passar, disse: 'Eis o Cordeiro de Deus!' 37Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. 38Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: 'O que estais procurando?' Eles disseram: 'Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?' 39Jesus respondeu: 'Vinde ver'. Foram, pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. 40André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. 41Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: 'Encontramos o Messias (que quer dizer: Cristo)'. 42Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: 'Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas' (que quer dizer: Pedra).- Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.
11. PROFISSÃO DE FÉ
P. Creio em Deus Pai todo-poderoso / T. criador do céu e da terra,/ e em Jesus Cristo seu único Filho, nosso Senhor, / que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; /nasceu da Virgem Maria;/ padeceu sob Pôncio Pilatos, / foi crucificado, morto e sepultado. / Desceu à mansão dos mortos; /ressuscitou ao terceiro dia, / subiu aos céus; / está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, / donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. / Creio no Espírito Santo; / na Santa Igreja Católica; / na comunhão dos santos; / na remissão dos pecados; / na ressurreição da carne; / na vida eterna. Amém.
12. ORAÇÃO DA COMUNIDADE
P. O encontro com Jesus transforma a nossa vida. Confiantes, apresentemos a Ele nossas súplicas, dizendo:
T. Senhor, escutai a nossa prece.
1. Senhor, que nossa comunidade e paróquia realmente anunciem a Palavra que nos possibilite conhecê-lo profundamente. Rezemos. 
2. Que nossas lideranças expressem todos os sentimentos que tens pelo teu povo. Rezemos.
3. Abençoe os ministros ordenados e os leigos que atuam na evangelização. Rezemos.
4. Amparai os que sofrem pela discriminação e exclusão social, principalmente os desempregados. Rezemos.
5. Iluminais os que se encontram enfermos e prisioneiros, impossibilitados de receberem a Palavra e a Eucaristia que hoje celebramos. Rezemos.
6. Restaurai as famílias destruídas pelos inúmeros problemas que hoje se apresentam como as drogas e a violência. Rezemos.
P. Tudo isto, vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor. T. Amém.
13. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS
1. Bendito seja Deus Pai, / do universo criador, / pelo pão que nós recebemos, / foi de graça e com amor.
O homem que trabalha / faz a terra produzir. / O trabalho multiplica os dons / que nós vamos repartir.
2. Bendito seja Deus Pai, / do universo criador, / pelo vinho que nós recebemos, / foi de graça e com amor.
3. E nós participamos / da construção do mundo novo / com Deus, que jamais despreza / nossa imensa pequenez.
14. ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS
P. Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso. T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.
P. Concedei-nos, ó Deus, a graça de participar constantemente da Eucaristia, pois todas as vezes que celebramos este sacrifício,
torna-se presente a nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém.
15. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II (Missal Romano, p. 477) – PREFÁCIO DO TEMPO COMUM II (Missal Romano, p. 429)
P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.
P. Corações ao alto. T. O nosso coração está em Deus.
P. Demos graças ao Senhor, nosso Deus. T. É nosso dever e nossa salvação.
P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo Senhor nosso. Compadecendo-se da fraqueza humana, ele nasceu da Virgem Maria. Morrendo no lenho da Cruz, ele nos libertou da morte. Ressuscitando dos mortos, ele nos garantiu a vida eterna. Por ele, os anjos celebram a vossa grandeza, os santos proclamam a vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos aos seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz: T. Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
P. Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e + o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso. T. Santificai nossa oferenda ó Senhor!
P. Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, Ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS. Do mesmo modo, ao fim da ceia, Ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos dizendo: TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA A  REMISSÃO DOS PECADOS.  FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM. Eis o mistério da fé! T. Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos s vossa vinda!
P. Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir. T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!
P. E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só Corpo. T. Fazei de nós um só corpo e um só Espírito!
P. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o papa Bento XVI, com nosso bispo (...) e todos os ministros do vosso povo. T. Lembrai-vos ó Pai, da vossa Igreja!
P. Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face. T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!
P. Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho. T. Concedei-nos o convívio dos eleitos!
P. Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, agora e para sempre. T. Amém.
16. RITO DA COMUNHÃO
P. Guiados pelo Espírito de Jesus e iluminados pela sabedoria do evangelho, ousamos dizer: T. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
P. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador. T. Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre.
P. Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos: eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, como Pai e o Espírito Santo. T. Amém.
P. A paz do Senhor esteja sempre convosco. T. O amor de Cristo nos uniu.
P. Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.
T. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
P. Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra seu refúgio. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
T. Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo!
17. CANTO DE COMUNHÃO
1. Tu te abeiraste da praia, / não buscaste nem sábios nem ricos, / somente queres que eu te siga.
Senhor, / Tu me olhaste nos olhos, / a sorrir, / pronunciaste meu nome. / Lá na praia, / eu larguei o meu barco, / junto a ti / buscarei outro mar.
2. Tu sabes bem que em meu barco / eu não tenho nem ouro nem espadas, / somente redes e o meu trabalho.
3. Tu minhas mãos solicitas: / meu cansaço que a outros descanse; / amor que almeja seguir amando.
4. Tu, pescador de outros lagos, / ânsia eterna de almas que esperam, / bondoso amigo que assim me chamas.
18. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO
P. Oremos (silêncio): Penetrai-nos, ó Deus, com o vosso Espírito de caridade, para que vivam unidos no vosso amor os que alimentais com o mesmo pão. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém.
19. BÊNÇÃO E DESPEDIDA
P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.
P. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo. T. Amém.
P. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe! T. Graças a Deus.
20. CANTO FINAL
É o dízimo, Senhor, / que nos mostra com certeza / grati­dão ao Criador, / compromisso na Igreja (bis).
1.   Nada me falta em meu caminhar/: o Senhor abençoa a quem aprendeu a partilhar.
2.  Vem ser dizimista na comunidade, /: caminho seguro de verdadeira fraternidade.
LEITURAS da Semana de 16 a 22 de Janeiro de 2012
2ª-: 1Sm 15,16-23; Sl 49, 8-9.16bc-17.21.23 (R. 23b); Mc 2,18-22
3ª-: 1Sm 16,1-13; Sl 88, 20. 21-22. 27-28 (R. 21a); Mc 2,23-28
4ª-: 1Sm 17,32-33.37.40-5l; Sl 143 (144), 1. 2. 9-10 (R. 1a); Mc 3,1-6
5ª-: 1Sm 18,6-9; 19,1-7; Sl 55, 2-3. 9-10ab. 10c-11. 12-13 (R. 5bc); Mc 3,7-12
6ª-: 1Sm 24,3-21; Sl 56, 2.3.-4.6.11 (R. 2a); Mc 3,13-19
Sábado-: 2Sm 1,1-4.11-12.19.23-27; Sl 79, 2-3. 5-7 (R. 4b); Mc 3,20-21
Domingo-3º TC-: Jn 3,1-5.10; Sl 24,4ab-5ab.6-7bc.8-9 (R. 4a.5a); 1Cor 7,29-31; Mc 1,14-20

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

REFLEXÃO DA PALAVRA: EPIFANIA DO SENHOR - ANO B - 08/01/2012


EPIFANIA DO SENHOR – ANO B – 08/01/2012
(Branco, Glória, Creio, Prefácio do Natal – Ofício da Solenidade)

1ª Leitura: Isaías 30,1-6
Salmo Responsorial: Sl 71/72
2ª Leitura: Efésios 3,2-3a.5-6
Evangelho: Mateus 2,1-12

EPIFANIA: DEUS QUE SE MANIFESTA E NOS ENSINA A VIVER EM SOCIEDADE ORGANIZADA

A Festa da Epifania encerra as celebrações litúrgicas do Tempo no Natal, enfatiza esta grande realização de Deus à humanidade que é a sua máxima manifestação na pessoa do Filho, eternamente presente na história, desde então velada na cortina do mistério que envolvia a Santíssima Trindade. É celebrada pela Igreja desde o século IV e sua razão é tornar a manifestação de Deus na terra conhecida, e convidar aos povos pagãos a render louvores àquele que é o único e verdadeiro rei de todos os povos; tornado rei, não conforme a concepção humana de poder, que visa o reconhecimento e reivindica para si ser servido, ao contrário, Jesus é rei por meio de sua entrega ao serviço, o qual culmina na salvação de toda a humanidade. Não reivindica para si a centralidade do poder que se encontra constituído em Jerusalém, como se vê no Evangelho escolhido para esta festa; Jesus irá nascer na manjedoura, longe do reconhecimento e do luxo que envolvia a casta dominante da época, todavia irá resgatar na história, ou seja, no tempo e no espaço: “Na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes” (Mt 2,1), que o poder de fato, não estava na vontade humana, mas na vontade de Deus que havia prometido ao rei Davi, por meio das profecias, um eterno reinado por meio de sua descendência; sabemos, por meio das escrituras, que é José quem confere a Jesus a descendência davídica, e este, por uma providência nascera em Belém, a Capital de direito, ainda que não de fato.

Assim, a Festa de Epifania, tal como o Natal, possui uma ligação intrincada com a Páscoa do Senhor; é por conta da Páscoa que celebramos as demais festas litúrgicas; toda a nossa liturgia gira em torno à Páscoa. Mas a Epifania tem um sentido, um caráter mais político; para os cristãos da origem, seguindo a cultura semita, a política não está dissociada da religiosidade, aliás, a política não está dissociada de forma alguma das nossas vidas, faz parte do nosso dia a dia; a decisão de levantar da cama de manhã, já é uma decisão política que tem suas consequências no transcorrer do dia. Dependendo da hora em que me levanto, posso chegar atrasado ao trabalho, ou não render bem como deveria, e assim por diante.

Vemos na leitura do Evangelho de hoje que a simples ideia da instituição de um novo poder, ainda que pareça inofensivo, uma vez que o rei que os magos anunciam a Herodes seja um neonatal, frágil, pobre, sem fortaleza e sem exército, ou seja, sem a estrutura em que normalmente se alicerçam os grandes impérios, inclusive hoje ainda, esta ideia abala profundamente o poder dominante, centrado em Herodes, e funda um sentimento de insegurança a todos que se beneficiam desta estrutura desgastada e corrupta (cf. Mt 2,3). Esta insegurança força uma reordenação política, uma reação do antigo poder: “reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer” (Mt 2,4); a manutenção do poder requer informações, e quanto mais as tem tanto mais organizada será a reação, desde que tais informações sejam convertidas em conhecimento; observando o texto vemos que o poder detinha as informações, mas o conhecimento acerca da manifestação divina, esta estava com o magos, os estudiosos, que por serem pagãos, ou seja, estrangeiros, encontram-se desorientados e precisam obter as informações detalhadas das profecias, que a princípio, não tinham necessidade de obtê-las, somente após se aproximarem da região fica latente esta necessidade, pois precisam apreenderem a cultura local, afim de compreender totalmente o mistério. A partir daí, não serão mais os mesmos, retornarão por outro caminho, transformados pela graça de poder testemunhar o que é realmente ser um rei, um líder.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

FOLHETO DE MISSA - EPIFANIA DO SENHOR - ANO B - 08/01/2012


FOLHETO DE MISSA
EPIFANIA DO SENHOR – ANO B – 08/01/2012
(Branco, Glória, Creio, Prefácio do Natal – Ofício da Solenidade)
 Antífona da entrada: Eis que veio o Senhor dos senhores; em suas mãos, o poder e a realeza (Ml 3,1; 1Cr 19,12).

Anim. Na festa da Epifania, celebramos a manifestação de Jesus ao mundo. Ele é a luz que ilumina os nossos passos e derruba por terra todas as formas de poder criadas pelo homem para que se mantenham os mais humildes dominados pela exploração. A nova forma de poder que Deus apresenta à humanidade a partir do nascimento de seu Filho, tornado rei na sua fragilidade e pobreza, abala as estruturas dominantes, que inseguras, lutarão em vão por manter a ordem constituída. Com a Epifania, inaugura-se o plano de libertação dos que se encontram prisioneiros dos sistemas políticos corruptos e desgastados pelo acúmulo de poder.
1. ABERTURA
Eis que veio o Senhor dos senhores, / em suas mãos, o poder e a realeza (bis).
1. Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! / Com justiça ele governe o vosso povo, / com eqüidade ele julgue os vossos pobres.
2. Libertará o indigente que suplica, / e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. / Todos os povos serão nele abençoados, / todas as gentes cantarão o seu louvor!
3. Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito, / como era no princípio, agora e sempre.
2. SAUDAÇÃO
P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T. Amém.
P. Que a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
3. ATO PENITENCIAL
P. Irmãos e irmãs, no dia em que celebramos a manifestação de Deus a todos os povos, abramos o coração à misericórdia e ao amor de Cristo pela humanidade, a fim de participarmos frutuosamente desta Santa Eucaristia.
P. Confessemos os nossos pecados:
T. Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
P. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Kyrie
P. Senhor, tende piedade de nós.
T. Senhor, tende piedade de nós.
P. Cristo, tende piedade de nós.
T. Cristo, tende piedade de nós.
P. Senhor, tende piedade de nós.
T. Senhor, tende piedade de nós.
4. GLÓRIA
P. Glória a Deus nas alturas, T. e paz na terra aos homens por Ele amados. / Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso. / nós vos louvamos, nós vos bendizemos, / nós vos adoramos, nós vos glorificamos, / nós vos damos graças por vossa imensa glória. / Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, / Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. / Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. / Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. / Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, / só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, / com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.
5. ORAÇÃO
Oremos (silêncio): Ó Deus, que hoje revelastes o vosso Filho às nações, guiando-as pela estrela, concedei aos vossos servos e servas que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu. Por N.S.J.C.
T. Amém.
Anim. Por meio das leituras, podemos nos convencer do caráter messiânico ao qual se reveste a manifestação do Cristo para toda a humanidade, conforme a tradição do Antigo Testamento. Ouçamos com muita atenção.
6. PRIMEIRA LEITURA (Is 60,1-6)
Leitura do Livro do Profeta Isaías. - 1Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor. 2Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti. 3Os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora. 4Levanta os olhos ao redor e vê: todos se reuniram e vieram a ti; teus filhos vêm chegando de longe com tuas filhas, carregadas nos braços. 5Ao vê-los, ficarás radiante, com o coração vibrando e batendo forte, pois com eles virão as riquezas de além-mar e mostrarão o poderio de suas nações; 6será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando a glória do Senhor. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.
7. SALMO RESPONSORIAL (Sl 71/72)
Eis que vem o Senhor Soberano, / tendo em suas mãos poder e glória.
1. Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! / Com justiça ele governe o vosso povo, / com eqüidade ele julgue os vossos pobres.
2. Os reis de toda a terra hão de adorá-lo. / Libertará o indigente que suplica, / e o pobre ao qual ninguém quer ajudar.
3. Todos os povos serão nele abençoados, / todas as gentes cantarão o seu louvor!
8. SEGUNDA LEITURA (Ef 3,2-3a.5-6)
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios. - 2Irmãos: Se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito, 3e como, por revelação, tive conhecimento do mistério. 5Este mistério, Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: 6os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.
9. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Aleluia, aleluia! / Aleluia, aleluia! / Aleluia, aleluia! (bis)
Pois nós vimos sua estrela a brilhar no Oriente. / E assim viemos adorar O Senhor de toda gente. 
10. EVANGELHO (Mt 2,1-12)
P. O Senhor esteja convosco.
T. Ele está no meio de nós.
P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
T. Glória a vós, Senhor.
P. 1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. 3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém. 4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5Eles responderam: “Em Belém, na Judéia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”. 7Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”. 9Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. 10Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. 11Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. 12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho. - Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.
11. PROFISSÃO DE FÉ
P. Creio em Deus Pai todo-poderoso / T. criador do céu e da terra,/ e em Jesus Cristo seu único Filho, nosso Senhor, / que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; /nasceu da Virgem Maria;/ padeceu sob Pôncio Pilatos, / foi crucificado, morto e sepultado. / Desceu à mansão dos mortos; /ressuscitou ao terceiro dia, / subiu aos céus; / está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, / donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. / Creio no Espírito Santo; / na Santa Igreja Católica; / na comunhão dos santos; / na remissão dos pecados; / na ressurreição da carne; / na vida eterna. Amém.
12. ORAÇÃO DOS FIÉIS
P. No dia em que celebramos a manifestação de Jesus a todos os povos, elevemos ao Pai nossas preces, na esperança de que a humanidade inteira acolha a luz da vida e deixe-se abraçar pelo amor misericordioso de Deus. Rezemos juntos:
T. Ó Pai, manifeste em nós a vossa luz.
1. Que esta pequena porção da Igreja, seja um sinal profético da salvação. Rezemos. 
2. Que nossos líderes políticos, reconheçam a força de vossa manifestação e trabalhem em favor dos necessitados. Rezemos.
3. Que nossa Paróquia (...) seja um exemplo vivo da manifestação de Cristo a todo o povo. Rezemos.
4. Que nossas crianças sejam tratadas com dignidade e reconhecidas como o futuro de nossa sociedade. Rezemos.
5. Que saibamos educar os jovens para a justiça e para a paz, como pede o Papa Bento XVI, afim de que possam contribuir para a construção de um mundo novo. Rezemos.
6. Que todos os que sofreram perdas pela violência e pelas tragédias originadas pelas chuvas, pela seca, pela fome e pela sede, encontrem consolação na graça de sua manifestação. Rezemos.
P. Tudo isto, vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor. 
T. Amém.
13. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS
1. Nas terras do Oriente, / surgiu dos céus uma luz / /: que vem brilhar sobre o mundo, / e para Deus nos conduz:/
Nasceu Jesus Salvador: / Aleluia, aleluia! / É ele o Cristo Senhor; / Aleluia, aleluia!
2. Nasceu-nos hoje um menino, / um filho que nos foi dado. / /: É grande e tão pequenino, / Deus forte é Ele chamado.:/
3. Cantai com muita alegria, / que grande amor Deus nos tem! / /: pequeno, pobre, escondido, nasceu por nós em Belém.:/
14. ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS
P. Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.
P. Oremos (silêncio): Ó Deus, olhai com bondade as oferendas da vossa Igreja, que não mais vos apresenta ouro, incenso e mirra, mas o próprio Jesus Cristo, imolado e recebido em comunhão nos dons que o simbolizam. Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
15. ORAÇÃO EUCARÍSTICA I (Prefácio da Epifania do Senhor: Cristo, luz dos povos – Missal Romano, p. 413)
P. O Senhor esteja convosco.
T. Ele está no meio de nós.
P. Corações ao alto.
T. O nosso coração está em Deus.
P. Demos graças ao Senhor nosso Deus.
T. É nosso dever e nossa salvação.
P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Revelastes, hoje, o mistério de vosso Filho como luz para iluminar todos os povos no caminho da salvação. Quando Cristo se manifestou em nossa carne mortal, vós nos recriastes na luz eterna de sua divindade. Por essa razão, agora e sempre, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos, cantando (dizendo) a uma só voz:
Santo, santo, santo...
P. Pai de misericórdia, a quem sobem nossos louvores, nós vos pedimos por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, que abençoeis + estas oferendas apresentadas ao vosso altar.
T. Abençoai nossa oferenda, ó Senhor!
Nós as oferecemos pela vossa Igreja santa e católica: concedei-lhe paz e proteção, unindo-a num só corpo e governando-a por toda a terra. Nós as oferecemos também pelo vosso servo, o Papa Bento XVI, por nosso Bispo (...), e por todos os que guardam a fé que receberam dos apóstolos.
T. Conservai a vossa Igreja sempre unida.
P. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas (...), e de todos os que circundam este altar, dos quais conheceis a fidelidade e a dedicação em vos servir. Eles vos oferecem conosco este sacrifício de louvor por si e por todos os seus, e elevam a vós as suas preces para alcançar o perdão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salvação que esperam.
T. Lembrai-vos, ó Pai, de vossos filhos!
P. Em comunhão com toda a Igreja celebramos o dia santo em que vosso Filho único, convosco eterno em vossa glória, manifestou-se visivelmente em nossa carne. Veneramos também a Virgem Maria e seu esposo São José, os santos Apóstolos e Mártires: Pedro e Paulo, André (...) e todos os vossos Santos. Por seus méritos e preces concedei-nos sem cessar a vossa proteção.
T. Em comunhão com toda a Igreja aqui estamos!
P. Recebei, ó Pai, com bondade, a oferenda dos vossos servos e de toda a vossa família; dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação e acolhei-nos entre os vossos eleitos. Dignai-vos, ó Pai, aceitar e santificar estas oferendas, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo vosso Filho e Senhor nosso.
T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!
P. Na noite em que ia ser entregue, ele tomou o pão em suas mãos, elevou os olhos a vós, ó Pai, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS. Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM. Eis o mistério da fé!
T. Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.
P. Celebrando, pois, a memória da paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício perfeito e santo, pão da vida eterna e cálice da salvação.
T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!
P. Recebei, ó Pai, esta oferenda, como recebestes a oferta de Abel, o sacrifício de Abraão e dos dons de Melquisedeque. Nós vos suplicamos que ela seja levada à vossa presença, para que, ao participarmos deste altar, recebendo o Corpo e o Sangue de vosso Filho, sejamos repletos de todas as graças e bênçãos do céu.
T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!
P. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas (...) que partiram desta vida, marcados com o sinal da fé. A eles, e a todos os que adormeceram no Cristo, concedei a felicidade, a luz e a paz.
T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!
P. E a todos nós pecadores, que confiamos na vossa imensa misericórdia, concedei, não por nossos méritos, mas por vossa bondade, o convívio dos Apóstolos e Mártires: João Batista e Estevão, Matias e Barnabé (...) e todos os vossos santos. Por Cristo, Senhor nosso.
T. Concedei-nos o convívio dos eleitos!
P. Por ele não cessais de criar e santificar estes bens e distribuí-los entre nós. Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.
T. Amém.
16. RITO DA COMUNHÃO
P. Guiados pelo Espírito de Jesus e iluminados pela sabedoria do evangelho, ousamos dizer:
T. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
P. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.
T. Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre.
P. Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos: eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, como Pai e o Espírito Santo.
T. Amém.
P. A paz do Senhor esteja sempre convosco.
T. O amor de Cristo nos uniu.
P. Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.
P. Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.
T. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
P. Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para minha vida. Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra seu refúgio. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
T. Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
17. CANTO DE COMUNHÃO
Vimos sua estrela no Oriente / e assim vimos adorar o rei da gente.
1. Onde foi que nasceu / o rei dos judeus? / Em Belém da Judeía, / conforme diz Miquéias.
2. No lugar da estrebaria, / se deteve estrela guia. / Encontraram com alegria, / o menino com Maria.
3. E abrindo os seus tesouros, / deram incenso, mirra e ouro. / Glória ao Pai e ao Menino, / e ao Espírito Divino.
18. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO
P. Oremos (silêncio): Ó Deus, guiai-nos sempre e por toda parte com a vossa luz celeste, para que possamos acolher com fé e viver com amor o mistério de que nos destes participar. Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
20. BÊNÇÃO E DESPEDIDA (Missal Romano, p. 521)
P. O Senhor esteja convosco.
T. Ele está no meio de nós.
P. Deus, que vos chamou das trevas à sua luz admirável, derrame sobre vós as suas bênçãos e vos confirme na fé, na esperança e na caridade.
T. Amém.
P. Porque seguis confiantes o Cristo, que hoje se manifestou ao mundo como luz entre as trevas, Deus vos torne também uma luz para os vossos irmãos.
T. Amém.
P. Terminada a vossa peregrinação, possais chegar ao Cristo Senhor, luz da luz, que os magos procuraram guiados pela estrela e com grande alegria encontraram.
T. Amém.
P. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
T. Amém.
P. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe!
T. Graças a Deus.
21. CANTO FINAL
1. Cristãos, vinde todos / com alegres cantos. / Oh! vinde, oh! vinde até Belém. / Vede nascido / vosso Rei eterno.
Oh! Vinde adoremos, / oh! Vinde adoremos, / oh! Vinde adoremos / o Salvador!
2. Humildes pastores / deixam seu rebanho / e alegres acorrem ao Rei do céu. / Nós igualmente, / cheios de alegria.
3. O Deus invisível / de eternal grandeza / sob véus de humildade podemos ver. / Deus pequenino, / Deus envolto em faixas.
4. Nasceu em pobreza, / repousando em palhas, / o nosso afeto lhe vamos dar. / Tanto amou-nos! / Quem não há de amá-lo?
LEITURAS da Semana de 9 a 15 de Janeiro de 2012
2ª-: BATISMO DO SENHOR,: Is 42,1-4.6-7 ou At 10,34-38; Sl 28 (29), 1a e 2.3ac-4.3b e 9b-10 (R/. 11b); Mc 1,7-11
3ª-: 1Sm 1,9-20; Cânt.: 1Sm 2,1.4-5.6-7.8abcd (R/. 1a); Mc 1,21b-28
4ª-: 1Sm 3,1-10.19-20; Sl 39 (40), 2 e .7-8a.8b-9.10 (R/. 8a.9a); Mc 1,29-39 
5ª-: 1Sm 4,1-11; Sl 43 (44),10-11.14-15.24-25 (R/. 26d); Mc 1,40-45 
6ª-: 1Sm 8,4-7.10-22ª; Sl 88 (89),16-17.18-19 (R/. cf. 2a); Mc 2,1-12
Sábado-: 1Sm 9,1-4.17-19; 10,1ª; Sl 20 (21),2-3.4-5.6-7 (R/. 2a); Mc 2,13-17
Domingo-2º TC-: 1Sm 3,3b-10.19; Sl 39 (40),2.4ab.7-8a.8b-9.10 (R/. 8a.9a); 1Cor 6,13c-15a.17-20; Jo 1,35-42